O novo e paradoxal livro de Andressa Urach. Mais uma obra Made in Brazil!


por Paulo Octávio

          Recentemente li em uma notícia publicada no Diário da manhã, o lançamento de um livro que conta a história da vida "profissional" de Andressa Urach e o quanto ela "sofreu" para ter fama e sucesso.
          A forma como nossa heroína conquistou o que queria foi tão meritocrática e exemplar (me perdoem a ironia), que o jornal Daily Mail, um dos mais vendidos em toda a Europa, ainda fez uma pergunta audaciosa e extremamente crítica: "Que mulheres famosas e beldades do Brasil não se sujeitam ou não se sujeitaram ao Book Rosa das agências de prostituição?". E o jornal tem razão, pois a maneira como essa brasileira conseguiu alcançar seus objetivos, serve apenas pra aumentar ainda mais a maneira como o mundo cria conceitos tão negativos em relação ao nosso país.
          A ex-modelo Andressa Urach, após deixar, segundo as palavras dela própria, milhares de homens traçarem o rabo dela a fim de obter fama e sucesso, veio agora à mídia com esse ar de arrependimento, tomando banho de água benta, participando de cultos e outras coisas. Tudo na frente dos holofotes. Mas qual a maior intenção dessa mulher com isso?
          Já que essa mulher se arrependeu do que fez, por que diabos ela teve que aparecer pra todo mundo novamente pra mostrar que procura agora outro modo de enxergar a vida? Será que pessoas como essa não conseguem resolver a vida sem ter que ficar aparecendo nos meios de comunicação? E ainda vem bancar a coitadinha. Isso é paradoxal! O melhor que essa mulher poderia fazer era seguir a vida discretamente, orar e procurar conhecer os ensinamentos de Deus sem ter que ficar gritando pros quatro cantos do mundo que resolveu seguir esse caminho.
          Aí vem agora o vice-presidente de jornalismo da TV Record, um espertalhão chamado Douglas Tavolaro, e se propõe a escrever um livro sobre Andressa intitulado "Morri para Viver". Na hora em que vi isso, me perguntei: por que o nome do livro não poderia ser "morri de tanto dar o rabo" (desculpe o nível dos comentários, apenas são do mesmo nível do livro).
          Tenho raiva dessas pessoas que ficam famosas por terem feito coisas erradas, dando só mal exemplo e depois vêm manifestar arrependimento de forma patética. E o pior é que elas tem o apoio constante dos paparazzi e das emissoras de TV.
          Aqui no Brasil o rabo vale mais que o cérebro. Aqui a futilidade toma quase que totalmente o lugar das coisas realmente relevantes e instrutivas. Simples assim.
          Não há bom senso em uma pessoa que se arrependeu de tal ofício declarar em um livro que era a prostituta mais desejada do mundo. Oras, se ela tem agora vergonha do que fez, como que ela se auto proclama a mais desejada? Quem faz esse tipo de argumentação está passando uma impressão de orgulho e não de arrependimento. E, para mim, a única coisa que Andressa quer é fazer ainda mais sucesso com essa obra que possui um teor tão desprezível quanto o de "50 tons de cinza".
          Por analogia, imagine um traficante de drogas que arruinou a vida de milhares de famílias com sua profissão vil e repudiável. E de repente, se diz arrependido, muda radicalmente seu estilo de vida e filosofia, mas continua a mencionar constantemente que era o maior traficante da época. Tal indivíduo sente é orgulho e não vergonha no caso acima.



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