A apavorante desigualdade financeira mundial. Destaque para a América Latina

Em 2006, a ONU constatou que o 1% mais rico do planeta possuía 39,9% da riqueza global. Em 2011, o instituto de pesquisa do banco Credit Suisse calculou que os 10% mais ricos tinham 84% tinham da renda global, enquanto a metade mais pobre apenas 1% .

O estudo de James S. Henry, professor do Centro de Investimento Internacional Sustentável na Universidade de Columbia, sobre a riqueza oculta (The Price off shore revisited), mostra as limitações desta comparação, quando somente os dados visíveis são levados em conta.
O economista estima que um terço da riqueza financeira privada e metade do dinheiro em
paraísos fiscais está na mão de 91 mil pessoas, o que representa apenas 0,001% da população mundial.
'Isso nos permite calcular também que cerca de 8,4 milhões de pessoas, ou seja, 0,14% da população, têm 51% da riqueza global', disse à BBC Mundo.
O estudo de Henry se baseia em fontes oficias nacionais, como os bancos centrais, além de dados de FMI e Banco Mundial, para analisar 139 países. América Latina é a região com maior desigualdade do mundo, estima ele.

Os dez com maior fuga de capitais são China, Rússia, México, Arábia Saudita, Malásia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Venezuela, Catar e Nigéria.

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